Millennials são como são chamadas as pessoas nascidas entre 1982 e 2004. Hoje, elas são profissionais já formadas que estão chegando em cargos de liderança e decisão nas organizações.

Um cem número de pesquisas tem sido feito para “desvendar” essa geração. Afinal, ela tem sido chamada de “a mais preparada da história”, pois passou boa parte do período escolar e da faculdade conectada com inúmeras possibilidades tecnológicas. A democratização da informação é uma das mais fortes marcas desse grupo.

E é justamente sobre isso que vamos refletir ao longo deste artigo. Você vai entender quais são os  principais desafios que os líderes têm diante desses jovens e também ter algumas dicas de especialistas no assunto. A ideia é ajudá-lo a pensar estratégias de incentivo e motivação para potencializar resultados. Acompanhe!

Millennials buscam experiências motivadoras

Em 2015, a Deloitte realizou uma profunda pesquisa global sobre o assunto. Neste estudo, foram detectadas algumas características que as empresas precisam levar em conta para atrair e fidelizar os jovens dessa geração:

  • 75% dos Millennials afirmam perceber que as organizações estão mais focadas em suas próprias agendas do que em melhorar a sociedade;
  • 6 em cada 10 dizem que o “sentido de propósito” é fator mais decisivo na hora de escolher um local para trabalhar;
  • a maioria esmagadora prefere ter experiências mais motivadoras em projetos de impacto do que salário maior para realizar tarefas repetitivas.

Millennials podem ser altamente produtivos, desde que se sintam respeitados

Diferentemente das gerações anteriores que não viam problema na “chefia” tradicional, os Millennials apontam que só conseguem se engajar se sentirem que suas individualidades estão sendo respeitadas.

Vale destacar que é esta geração que está construindo a chamada “era pós-industrial”, e que, portanto, são jovens que buscam flexibilidade de horários de trabalho, inserção da tecnologia em suas rotinas e participação em projetos que façam a diferença não apenas financeira.

O estudo da Deloitte afirma que 30% dos jovens Millennials consideram que a possibilidade de tomar decisões os torna mais produtivos. Outros 37% disseram se engajar mais e produzir melhor quando estão sob a supervisão de líderes inspiradores.

Millennials têm dificuldade para fazer networking, mas tendem a ser mais receptivos à colaboração

Para a americana Isabella Clivilez-Wu, especialista em estratégia de imagem, a geração do milênio lida com um constante paradoxo: a dificuldade de socializar e a facilidade de trabalhar de forma colaborativa.

Em um artigo publicado no portal da revista Forbes, a executiva destaca que os jovens dessa geração “não são naturalmente inclinados à sociabilidade devido à introversão ou falta de familiaridade com as nuances necessárias para criar e manter relações comerciais duradouras”.

Por outro lado, com as inúmeras possibilidades tecnológicas que facilitam o trabalho remoto e o intercâmbio de ideias em plataformas sociais, a tendência é que essa geração consiga colaborar mais quando dispõe de ferramentas e estímulos para tal. E isso deve ser percebido e aproveitado pelas empresas. A mediação da socialização talvez seja o maior desafio dos líderes.  

Millennials querem “gerar impacto”

Por fim, é interessante refletir sobre como os jovens da geração Millennial são orientados a “gerar impacto”, ou seja, participar de projetos que realmente construam resultados vultosos, mudanças perceptíveis na sociedade (consumo de bens e serviços, informações, relacionamentos etc.).

Essa característica é amplamente discutida na pesquisa “Os Mártires do Trabalho”, publicado pela organização Project: Time Off, que contou com a participação de quase 6 mil profissionais em diversos países.

Os pesquisadores detectaram que esse senso de geração de impacto têm feito com que muitos jovens dessa geração se tornem workaholics, especialmente aqueles que disseram trabalhar em empresas e projetos com forte inclinação à mudanças.

Como você tem lidado com os Millennials da sua equipe? Já havia refletido sobre os pontos levantados neste artigo? Deixe seu comentário!